Mensalão: Lista das denúncias acatadas pelo STF
Depois de várias seções no Supremo Tribunal de Justiça Federal, saiu a lista das denúncias acatadas pelo o orgão contra os 40 ladrões envolvidos no escandalo do Mensalão. Denunciados pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, em 30 de março do ano passado, os 40 denunciados pelo procurador-geral comporiam “uma organização criminosa dividida em três núcleos: o político-partidário, o publicitário e o financeiro“.
Bem, todos sabem que os ladrões, safados, canalhas, ordinários, acusados não vão cumprir as penas referentes aos crimes cometidos, porém, só de saber que os 40 mãos leves foram acusados por algum crime já serve como consolo para a população.
A seguir, a lista das 40 pessoas denúnciadas e suas acusações acatadas pelo STF:
Anderson Adauto (ex-ministro dos Transportes)
corrupção ativa e lavagem de dinheiroAnita Leocádia (assessora do PT)
lavagem de dinheiroAntônio Lamas (membro do PL)
corrupção passiva e lavagem de dinheiroAyanna Tenório de Jesus (ex-diretora do Banco Rural)
gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e formação de quadrilhaBispo Rodrigues (membro do PL)
lavagem de dinheiro e corrupção passivaBreno Fishberg (sócio da Bonus-Banval)
lavagem de dinheiro e formação de quadrilhaCarlos Alberto Quaglia (sócio de Valério)
formação de quadrilha e lavagem de dinheiroCristiano Paz (sócio de Valério)
corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisasDelúbio Soares (ex-tesoureiro do PT)
corrupção ativa e formação de quadrilha
É acusado de criar e executar o esquema de financiamento ilegal do PT e de partidos aliados com a participação do publicitário Marcos Valério, fonte do financiamento. Delúbio assumiu a responsabilidade pelo esquema e eximiu de culpa o partido e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Após o escândalo, se afastou do cargo.
Duda Mendonça (publicitário)
lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Publicitário responsável pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, teria recebido, por meio de sua sócia, Zilmar da Silveira, R$ 15,5 milhões das contas de Marcos Valério.
Emerson Palmieri (ex-tesoureiro do PTB)
lavagem de dinheiro e corrupção passivaEnivaldo Quadrado (dono da Bonus-Banval)
lavagem de dinheiro e formação de quadrilhaGeiza Dias (funcionária de Valério)
lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisasHenrique Pizzolato (ex-diretor de marketing do Banco do Brasil)
corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiroJacinto Lamas (membro do PL)
lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilhaJoão Paulo Cunha (ex-presidente da Câmara)
peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Documentos cedidos pelo Banco Rural mostram que a mulher do deputado sacou R$ 50 mil das contas de Marcos Valério. Cunha é acusado de obter vantagem indevida no exercício da atividade parlamentar, por ter recebido “em proveito próprio” R$ 50 mil da agência de publicidade SMPB, do empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema do mensalão. Cunha afirma que o saque foi feito a mando de Delúbio Soares e que acreditava que o dinheiro pertencesse ao PT. O deputado paulista foi absolvido pelo plenário da Casa, que impediu a sua cassação. Foi reeleito em 2006.
João Magno (ex-deputado pelo PT)
Lavagem de dinheiro
Afirmou ter recebido dinheiro de Marcos Valério atendendo orientação de Delúblio Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara.
José Borba (ex-deputado do PMDB)
corrupção passiva e lavagem de dinheiroJosé Carlos Genu (assessor parlamentar de Janene)
formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiroJosé Dirceu (ex-ministro da Casa Civil)
corrupção ativa e formação de quadrilha
Acusado pelo ex-deputado petebista Roberto Jefferson de ser o mentor do mensalão. Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu se afastou do cargo um mês depois das denúncias de Jefferson e reassumiu a sua cadeira na Câmara dos Deputados. Quando deixou o governo, disse que queria se concentrar na sua defesa. Foi um dos poucos condenados pela Comissão de Ética da Câmara e teve os seus direitos políticos suspensos até 2015. A denúncia do Ministério Público aponta Dirceu como um dos principais membros do esquema.
José Genoino (ex-presidente do PT)
corrupção ativa e formação de quadrilha
O deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores foi denunciado por utilizar Marcos Valério como fiador de empréstimos do partido no Banco Rural, BMG e Banco do Brasil. Genoino renunciou à presidência do partido. Também é suspeito no caso dos dólares apreendidos na cueca do assessor do deputado estadual cearense José Guimarães, seu irmão. Se afastou do cargo após o escândalo e se se elegeu deputado federal em 2006.
José Janene (ex-líder do PP na Câmara)
formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Foi acusado por Roberto Jefferson de distribuir o dinheiro oriundo do mensalão para a bancada de seu partido. João Cláudio Genu, seu assessor, informou à Polícia Federal que sacava o dinheiro e o entregava à tesouraria do partido. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, não disputou a reeleição.
José Luiz Alves (chefe de gabinete de Adauto)
lavagem de dinheiroJosé Roberto Salgado (executivo do banco Rural)
lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e evasão de divisasKátia Rabello (ex-presidente do Banco Rural)
gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisasLuiz Gushiken (ex-secretário de Comunicação do governo)
peculato
Gushiken é acusado de indicar dirigentes para para os fundos de pensão e de favorecimento de uma corretora de seus ex-sócios ligados à área. Deixou o governo no final de 2006.
Marcos Valério (publicitário)
corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha
O publicitário é acusado de ser o operador do mensalão e de crimes contra a ordem política, financeira, eleitoral, criminal e fiscal. Além do envolvimento com o mensalão, é acusado de manter esquema semelhante em 1998 com o PSDB. Por meio de empréstimos bancários avalizados pelos contratos de publicidade com o governo, teria financiado a candidatura de políticos tucanos na época. O empresário foi acusado por Jefferson de ser o operador do mensalão. Valério negou envolvimento no esquema, mas assumiu que fez empréstimos ao PT a pedido de Delúbio.
Paulo Rocha (ex-deputado federal pelo PT)
lavagem de dinheiroPedro Corrêa (ex-deputado federal pelo PP)
formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiroPedro Henry (deputado federal pelo PP)
formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro
O deputado é acusado de receber R$ 700 mil por parte do PP. Foi absolvido da acusação de envolvimento no mensalão em votação na Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2006.
Professor Luizinho (deputado federal pelo PT)
lavagem de dinheiro
Teve um assessor que recebeu R$ 20 mil das contas de Marcos Valério. Como defesa, alegou que o dinheiro foi usado no caixa dois em campanhas para a eleição de vereadores do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, não foi reeleito em 2006.
Ramon Cardoso (sócio de Valério)
peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisasRoberto Jefferson (presidente do PTB)
lavagem de dinheiro e corrupção passiva
O deputado federal foi o estopim da crise. Jefferson denunciou o esquema do mensalão após ver seu nome e seu partido - o PTB - envolvidos na gravação em que o ex-chefe de departamento dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina. Teve o mandato cassado.
Rogério Tolentino (sócio de Valério)
lavagem de dinheiroRomeu Queiroz (ex-deputado pelo PTB)
lavagem de dinheiro e corrupção passivaSilvio Pereira (ex-secretário-geral do PT)
formação de quadrilha
O ex-secretário-geral do PT é acusado de intermediar a negociação de cargos e contratos no governo Lula. Silvio Pereira negou a acusação, mas assumiu que ganhou um carro da marca Land Rover do proprietário da empresa GDK - vencedora de uma licitação de US$ 90 milhões junto a Petrobras.
Simone Vasconcelos (ex-diretora da SMP&B)
lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisasValdemar Costa Neto (membro do PL)
lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha
Ex-presidente do PL (atual PR), renunciou ao mandato de deputado federal no dia 1º de agosto de 2005, depois de ter o nome envolvido no escândalo do mensalão. Ao renunciar ao cargo, evitou possível cassação do mandato e a conseqüente perda de seus direitos políticos, abrindo caminho para a candidatura nas eleições de 2006, quando se reelegeu.
Vinícius Samarane (diretor do Banco Rural)
gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisasZilmar Fernandes (sócia de Duda Mendonça)
lavagem de dinheiro e evasão de divisas


É acusado de criar e executar o esquema de financiamento ilegal do PT e de partidos aliados com a participação do publicitário Marcos Valério, fonte do financiamento. Delúbio assumiu a responsabilidade pelo esquema e eximiu de culpa o partido e o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Após o escândalo, se afastou do cargo.
Publicitário responsável pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, teria recebido, por meio de sua sócia, Zilmar da Silveira, R$ 15,5 milhões das contas de Marcos Valério.
Documentos cedidos pelo Banco Rural mostram que a mulher do deputado sacou R$ 50 mil das contas de Marcos Valério. Cunha é acusado de obter vantagem indevida no exercício da atividade parlamentar, por ter recebido “em proveito próprio” R$ 50 mil da agência de publicidade SMPB, do empresário Marcos Valério, apontado como o operador do esquema do mensalão. Cunha afirma que o saque foi feito a mando de Delúbio Soares e que acreditava que o dinheiro pertencesse ao PT. O deputado paulista foi absolvido pelo plenário da Casa, que impediu a sua cassação. Foi reeleito em 2006.
Afirmou ter recebido dinheiro de Marcos Valério atendendo orientação de Delúblio Soares, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores. Foi absolvido pela Comissão de Ética da Câmara.
Acusado pelo ex-deputado petebista Roberto Jefferson de ser o mentor do mensalão. Ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu se afastou do cargo um mês depois das denúncias de Jefferson e reassumiu a sua cadeira na Câmara dos Deputados. Quando deixou o governo, disse que queria se concentrar na sua defesa. Foi um dos poucos condenados pela Comissão de Ética da Câmara e teve os seus direitos políticos suspensos até 2015. A denúncia do Ministério Público aponta Dirceu como um dos principais membros do esquema.
O deputado federal e ex-presidente do Partido dos Trabalhadores foi denunciado por utilizar Marcos Valério como fiador de empréstimos do partido no Banco Rural, BMG e Banco do Brasil. Genoino renunciou à presidência do partido. Também é suspeito no caso dos dólares apreendidos na cueca do assessor do deputado estadual cearense José Guimarães, seu irmão. Se afastou do cargo após o escândalo e se se elegeu deputado federal em 2006.
Foi acusado por Roberto Jefferson de distribuir o dinheiro oriundo do mensalão para a bancada de seu partido. João Cláudio Genu, seu assessor, informou à Polícia Federal que sacava o dinheiro e o entregava à tesouraria do partido. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, não disputou a reeleição.
Gushiken é acusado de indicar dirigentes para para os fundos de pensão e de favorecimento de uma corretora de seus ex-sócios ligados à área. Deixou o governo no final de 2006.
O publicitário é acusado de ser o operador do mensalão e de crimes contra a ordem política, financeira, eleitoral, criminal e fiscal. Além do envolvimento com o mensalão, é acusado de manter esquema semelhante em 1998 com o PSDB. Por meio de empréstimos bancários avalizados pelos contratos de publicidade com o governo, teria financiado a candidatura de políticos tucanos na época. O empresário foi acusado por Jefferson de ser o operador do mensalão. Valério negou envolvimento no esquema, mas assumiu que fez empréstimos ao PT a pedido de Delúbio.
O deputado é acusado de receber R$ 700 mil por parte do PP. Foi absolvido da acusação de envolvimento no mensalão em votação na Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2006.
Teve um assessor que recebeu R$ 20 mil das contas de Marcos Valério. Como defesa, alegou que o dinheiro foi usado no caixa dois em campanhas para a eleição de vereadores do Partido dos Trabalhadores em São Paulo. Absolvido pela Comissão de Ética da Câmara, não foi reeleito em 2006.
O deputado federal foi o estopim da crise. Jefferson denunciou o esquema do mensalão após ver seu nome e seu partido - o PTB - envolvidos na gravação em que o ex-chefe de departamento dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina. Teve o mandato cassado.
O ex-secretário-geral do PT é acusado de intermediar a negociação de cargos e contratos no governo Lula. Silvio Pereira negou a acusação, mas assumiu que ganhou um carro da marca Land Rover do proprietário da empresa GDK - vencedora de uma licitação de US$ 90 milhões junto a Petrobras.
Ex-presidente do PL (atual PR), renunciou ao mandato de deputado federal no dia 1º de agosto de 2005, depois de ter o nome envolvido no escândalo do mensalão. Ao renunciar ao cargo, evitou possível cassação do mandato e a conseqüente perda de seus direitos políticos, abrindo caminho para a candidatura nas eleições de 2006, quando se reelegeu.
Agosto 31st, 2007 at 14:54